sábado, 19 de julho de 2014

A gente precisa ver o Loire


Escolher castelos para visitar no vale do Loire não é tarefa fácil. Não à toa existem diversos guias especializados da região.

Mas eu e Be até que conseguimos montar um roteirinho que conciliasse:
  1. as principais cidades da região;
  2. os castelos imperdíveis;
  3. apostas nossas em função do que pesquisamos e
  4. passeios ligados a nossos interesses pessoais.
Obs.: Os links do texto abaixo são para outros posts do blog, com detalhes e informações práticas de cada uma das atrações selecionadas. Não deixem de clicar :)

Saímos direto do aeroporto internacional Roissy - Charles de Gaulle (CDG) com um carro alugado e demos uma voltinha na região até voltar para Paris. O roteiro dessa forma também permitiu visitar atrações fora do vale do Loire: o castelo de Fontainebleau, a cidadezinha de Vendôme e a catedral de Chartres.

Trajetória poligonal - a região em destaque é dos castelos do Loire

1. Passeando nas cidades:

Uma decisão polêmica que tomamos foi de passar cada noite em uma das principais cidades da região. Sinceramente fiquei bem satisfeita de termos feito isso, porque tendo escolhido uma época do ano em que o anoitecer era lá para às 8h30 da noite, pudemos passar os dias nos castelos e à noite dar uma volta nas ruas do centro histórico e jantar. Além disso, foi bom variar pois quando chegávamos nas cidades não tinha muita coisa aberta (infelizmente não conseguimos nem entrar nas catedrais - e já tínhamos decidido não visitar os castelos de Blois e Amboise).

Outro ponto positivo foi otimizar a logística e tentar um caminho sem muitas idas e voltas. Depois de termos dirigido tanto no oeste dos EUA, minimizar o tempo no volante pareceu uma excelente opção.

Orléans

Tida como a cidade da Joana d'Arc (apesar de ela ter passado por muitas ao longo de sua vida), Orléans traz muitas homenagens à líder militar que recuperou a cidade na ocasião da guerra dos cem anos.

Além da catedral linda, é possível visitar a casa da Joana d'Arc, mas como disse antes pegamos tudo fechado :(

Catedral de Orléans

Blois

A principal atração de Blois é o castelo, cuja fachada já impressiona por seu estilo bem diferente dos demais da região. Não entramos para visitar, mas passeamos por locais bem agradáveis em torno dos locais históricos da cidade. A geografia é menos plana que Orléans, tendo locais com vistas bem simpáticas para o rio. Também encontramos uma estátua da Joana d'Arc lá, embora aparentemente ela só tenha pernoitado em Blois a caminho de Orléans.

Fachada do castelo de Blois

Amboise

Essa cidade não dormimos, mas demos uma volta para ver o castelo do lado de fora e o local onde Da Vinci passou seus últimos anos (Château du Clos Lucé). As margens do rio enfeitadas de flores foram top!

Eu e o castelo de Amboise ao fundo (no alto)

Be no Clos Lucé

Tours

De todas foi a cidade que menos conhecemos, pois focamos em achar um pub para ver o Paris Saint Germain perder para o Chelsea nas eliminatórias da Liga dos Campeões (muita comemoração dos torcedores do Olympique de Marseille). Ainda assim, deu para perceber que se trata da maior e mais movimentada cidade das quatro. A cidade também conseguiu compor muito bem seus prédios históricos com intervenções urbanas mais modernas.



2. Castelos hits:

Chambord

Chambord foi o castelo mais majestoso que vimos em termos de arquitetura - por fora e também por dentro, com diversas referências ao brasão do François 1er e a grande atração das escadarias "duplas" que eu prefiro descrever como em formato de DNA.

Be em Chambord - infelizmente uma das torres estava no meio da restauração

Chenonceau

Chenonceau é daqueles que a gente vê em fotos e sente na hora um "preciso conhecer esse lugar". Mas não é só a arquitetura do castelo-ponte que impressiona: a história do castelo ao longo dos anos também valoriza bastante a visita.

Be e eu em Chenonceau

3. Nossa Aposta:

Villandry

Depois de ver as imagens de Villandry estampadas nas capas de diversos guias da França e do Vale do Loire, além de recomendações em nossas pesquisas na internet, decidimos que essa seria nossa aposta na região. Muito bem sucedida por sinal, ver jardins tão lindos e bem cuidados é uma excelente quebra das visitas tradicionais a castelos - que consiste basicamente em passear cômodo por cômodo.

Um looshoo

4. Escolhas pessoais:

La Ferté Saint-Aubin

Mini castelo fofíssimo

Principal locação do filme "A Regra do Jogo" de Jean Renoir, esse castelo foi o fator de motivação do Be para visitar a região. Além de conhecer as escadarias do filme, o mini-castelo também agradou pela demonstração na cozinha de como fazer Madeleines ao mel - com direito a degustação! Hmmm...

Be nas escadarias (em cima) e cena do filme do Renoir
Receitinha

Cheverny

Quis muito conhecer esse castelo por ter inspirado o Hergé a desenhar o castelo de Moulinsart do capitão Haddock. E a fã de Tintin aqui não esperava que o castelo fosse tão dedicado aos fãs da série!

Eu em Cheverny (em cima) / Cap. Haddock e Tintin em Moulinsart (embaixo)

O trajeto entre as atrações também foi especial: passando por mini cidades fofas e campos floridos!

Pretendo entrar mais no detalhe de alguns desses castelos, prometo ir voltando aqui pra acrescentar os links a cada post que eu fizer.

P.S.: Para quem não entendeu o título:



Update!

Finalmente terminei os posts, já coloquei todos os links no texto lá de cima.

Mas para quem é metódico e quer ler na ordem do passeio, segue a ordem de nosso roteiro:

Não percam também o post que fiz contando nossa experiência nas estradas da França!

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Os cadeados polêmicos


Outro dia vi uma notícia circulando na internet falando sobre parte da Pont des Arts ter cedido e que muitos associavam isso ao peso dos já tradicionais "cadeados do amor" presos na ponte.

Antes mesmo disso já tinha ouvido falar que esses cadeados com as iniciais dos casais eram mal vistos por muitos franceses, mas meio que desconsiderei. Não estava mais lá para opinar, e além disso fiquei feliz de ver muitas amigas minhas sorridentes ao deixar um registro da sua estadia com seus respectivos. Em todo caso, melhor isso do que ferir uma árvore com um estilete, era minha filosofia.

Mas depois de cinco anos eu voltei para Paris abril passado e tive que reconhecer uma impressão negativa do fênomeno - ou ao menos da proporção que ele tomou.

Vejam como era a Pont des Arts em 2009. Na ocasião não tive a preocupação de capturar a grade em minhas fotos, pois não sabia o que estava por vir, mas ainda assim dá pra ver que não tinha NENHUM cadeado.


Priminha Natália na ponte - Foto tremida, mas ainda assim postei para enfatizar a ausência de cadeados

A Pont des Arts era um dos meus cantinhos queridos de Paris. Uma ponte de pedestres sobre o Sena em que o pessoal se reunia de noite para tocar violão, fazer picnics e jogar conversa fora. Basicamente meu programa preferido no intercâmbio.

Eu na ponte (bombando!) no entardecer - e a vista do Sena através das grades

Mais uma da visita da Nat em 2009 - nenhum cadeado nas grades

Qual não foi minha surpresa agora em 2014 de ver uma ponte no Sena que brilhava ao longe.


Não era por aqui a Pont des Arts?

Não havia mais tanta gente relaxando na ponte - nem eu senti essa vontade, pois só de parar para fotografar fui abordada por diversos camelôs que vendiam cadeados ali mesmo, além de pilot permanente para você escrever as iniciais ali na hora.

O passeio era como uma exposição de cadeados, uma instalação interativa ou algo assim.


Se joga nos cadeado tudo

Além disso, nem dava tanto ânimo de repetir o gesto, por mais romântica que estivesse minha visita à cidade luz com meu chéri, pois visivelmente o tal símbolo de eternidade não durava muito tempo até alguém (provavelmente das autoridades francesas) vir e remover os cadeados por blocos.

Antes e depois

Alguns locais eram tão lotados de cadeados que para colocar mais só na criatividade (e risco de queda! como colocaram lá no alto do poste?).

Levaram escada pra ponte?


E o que mais me assustou foi ler na notícia lá de cima que parte da tradição envolve jogar as chaves na água! Fiquei impressionada de nenhum bâteau-mouche ter encalhado na montanha de chaves... 

Enfim, não quero contrariar esse gesto que já virou tradição pelo mundo (vimos cadeados também em nossa road trip americana).

Mas sério, se quiserem colocar cadeado, por favor levem a chave pra casa e emoldurem. Vai ficar fofo, vai ser um souvenir mais duradouro que os cadeados retirados de tempos em tempos e não vai atacar o meio ambiente.

ATUALIZAÇÃO:

Parece que esse registro vai se tornar histórico! Segundo essa notícia que mamãe me passou, a prefeitura está trocando as grandes por painéis de vidro para dar adeus aos cadeados.

domingo, 6 de julho de 2014

Adeus, cine Leblon


Não é fácil colocar em palavras minha preferência por cinemas de rua. As palavras que vêm à minha cabeça são intangíveis e subjetivas como “charme”, “vibe” e “clima”. Talvez seja mesmo uma preferência irracional se compararmos com as vantagens técnicas dos complexos multi-salas, com diversas opções de filme e horários intercalados, mais fácil de achar algo que atenda a agenda e preferências de um grupo, por exemplo.

Mas de alguma forma essa percepção se traduz na minha memória seletiva. Os filmes que vi no cinema Leblon tiveram a localização como fator marcante: lembro que vi lá Toy Story aos meus 8 anos e ao fim do filme caminhei pelas ruas com meus pais comentando sobre o conceito dos brinquedos tomarem vida na ausência dos humanos. Já Toy Story 2, lançado 4 anos depois, lembro de ter ido com um grupo de amigas ver em algum shopping da Barra, mas não lembro qual deles foi. A regra se aplica da mesma forma a cinemas de rua que frequentei menos, como o saudoso Paissandu e o Roxy (onde vi Ace Ventura e virei fã do Jim Carrey). Já as memórias dos multiplex se confundem - lembranças de filmes em salas genéricas, padronizadas, em que não consigo etiquetar a localização em minha memória.

Dá para suspeitar da causa dessas lembranças mais claras que outras. A própria arquitetura desses cinemas de rua, com seus halls de entrada majestosos (sem falar no incrível ‘fumoir’ do Paissandu) já tornava a experiência mais marcante, seja nos filmes cuja estréia esperei ansiosamente ou naqueles que cheguei cinco minutos antes da sessão perguntando para a pessoa ao lado “o que vamos ver mesmo?” (como Bend it like Beckham que vi pelo Festival do Rio também no cine Leblon).

No caso do Leblon, foi mais do que isso. Foi uma relação importante que ajudou a construir minha cinefilia, mesmo com o perfil mais blockbuster de seus filmes - ao menos de 95 para cá, quando começam minhas memórias. Quando comecei a estudar no turno da tarde em um colégio a dois quarteirões de distância do cinema, não havia opção melhor para às 6as feiras à noite. O programa virou rotina (quando a mesada permitia e havia novidade em cartaz, afinal eram só duas salas com um filme em cada) e me fez perceber que os filmes eram, para mim, mais do que um simples pretexto para continuar papeando com os amigos depois do colégio. A saudosa locadora "Abracadabra" também no bairro completava com vhs antigos e alternativos a espera por novas estréias.

Foi no Leblon que fiquei tensa na cena do Tom Cruise pendurado pelos ares em Missão Impossível (96), vi o filme mais esperado de 1997 (Titanic, que projetou Di Caprio entre as coleguinhas da 4a série) e descobri questões filosóficas vendo O Show de Truman no ano seguinte. Anos depois esse cinema acolheu o auge da minha empolgação por Tarantino, projetando o tão esperado Kill Bill 2 no Festival do Rio e também meu preferido desse diretor: À Prova de Morte.

Aparentemente essa semana o cinema Leblon interrompeu suas atividades, sem muita definição sobre se e quando retornará à ativa. Foi um baque para mim, que mesmo após o fim da minha fase assídua, sempre fiz questão de retornar. Até sua última sexta-feira (27/6), em que me despedi da suas sessões de estréia assistindo ao lindo Jersey Boys (do Clint Eastwood, sobre Frankie Valli and the Four Seasons).

Apenas posso imaginar como isso deve ter afetado quem viveu os tempos áureos do cinema de rua, numa época em que Cinelândia não parecia um nome aleatório de uma estação de metrô. Afinal, o Odeon, local de inesquecíveis noites de gala do Festival do Rio com presença de diretores e elenco dos filmes exibidos, também está parado.

Espero que se encontre um modelo de negócios que viabilize a manutenção das salas e que o "adeus" do título desse post se revele como um "até logo". Em todo o caso, fica aqui meu agradecimento pelas excelentes experiências nesse local que me fazia me sentir em casa.


sábado, 17 de maio de 2014

Festival de Águas em Versalhes


Já falei um pouco aqui que sou a favor de priorizar a ida para Versalhes em uma data com o festival Grandes Eaux Musicales onde eles ligam os chafarizes do lindíssimo jardim. Foi o que eu e Be fizemos agora em Abril, porém mesmo já conhecendo o festival achei difícil de organizar e confuso na chegada.

Então resolvi listar aqui uns pontos importantes para a visita a Versalhes e, especificamente, à visita ao Grandes Eaux Musicales.


Sobre o local:

Quando pensamos em Versalhes, pensamos no suntuoso Palácio do Louis XIV (os franceses chamam de Château, mas acho estranho pensar nele como um 'castelo') e na imensidão verde que servia de quintal.

êta verdão besta

Mas como esses reis absolutistas eram um tanto megalomaníacos, o Château não foi a única construção do 'complexo'. Ao longo dos anos foram construídos também o Grand Trianon e o Petit Trianon.

Só conheço o Grand Trianon pelo Google Street View

E apenas para confundir nossas cabeças, o que google maps chama de Jardins de Versalhes é dividido em Jardin e Parc. Eu sofri lendo uma série de guias e o próprio site que explicavam que "não pode fazer piquenique no jardim, só no parque" sem colocar uma figura explicando o que é o que.

Explicação grosso modo do meu entendimento

Basicamente, o jardim é aquela parte mais 'decorada', segmentada em bosques e chafarizes e que fica fechada durante os espetáculos de águas. Já o parque é toda área verde ao redor do Grand Canal e onde há restaurantes e atividades como aluguel de bicicletas e caiaques.

Assim, se você planeja fazer um piquenique em dia de Grandes Eaux Musicales, você precisa guardar seu ingresso do evento para poder sair dos jardins para o Parque, onde é permitido piquenique, e voltar para os jardins em seguida. O mesmo vale para acesso aos restaurantes que ficam no parque (dentro dos jardins acredito que só tem uma opção tipo quiosque com fila e caro) e para a visita dos Trianons (tem que passar pelo parque pra chegar).

Trecho final dos jardins e galera andando de caiaque no Grand Canal (Parc)

Mais foto de caiaque!

Sobre os festivais:

1) Grandes Eaux Musicales: o único que conheço, no qual eles ligam os chafarizes ao som de música clássica (em caixas de som). Ocorre em todos finais de semana de Abril a Outubro e datas excepcionais (dias de semana específicos nesses meses).

2) Les Jardins Musicaux: não ligam os chafarizes, apenas colocam música clássica nos jardins (em caixas de som).
Ocorre em todas as terças de Abril a Outubro.

3) Les Grandes Eaux Nocturnes: show de luzes e música à noite, com os chafarizes ligados.

Sobre os ingressos e as filas:
Os jardins do Castelo, exceto nos dias de espetáculo das águas, são públicos e gratuitos. Ficam abertos do nascer do sol ao por do sol. Já no dia do espetáculo é necessário adquirir ingresso para os jardins. Essa visita dos jardins no dia do festival não faz parte do Paris Museum Pass.

É possível comprar ingressos combinados para Chateau de Versailles + Grand Trianon + Petit Trianon e até para isso tudo + Festivais das Águas. Quem tiver o Museum Pass pode comprar só o bilhete do Grandes Eaux. Isso tudo é vendido no site de Versalhes ou no da FNAC.

"Ah, então eu vou comprar na internet que quando eu chegar lá não vou enfrentar fila" - não é bem assim.
A maior fila é a para entrar no castelo na parte da manhã. Se você for com mais alguém, super dá tempo de um comprar os ingressos enquanto o outro mofa na fila da entrada. Ainda mais se a aquisição for feita em uma das bornes (máquinas eletrônicas) que vendem ingresso (e aceitam cartão e dinheiro - dão troco e tudo).

Raio X para acesso ao castelo é o gargalo

Já a entrada nos jardins não forma fila. Até por ser menos intuitiva, já que o acesso principal é pelos portões do castelo e quem quiser começar a visita pelos jardins vai precisar procurar placas para tal. Em dias de Eaux Musicales há postos avançados de venda dos ingressos para o jardim na entrada do mesmo, e a fila costuma ser pequena, mas lá eles não vendem ingresso para o Château. De novo: o importante é, uma vez entrando nos jardins, não jogar o bilhete fora, pois enquanto você tiver o bilhete do espetáculo você pode sair e entrar do jardim à vontade.

Acredito, inclusive, que uma forma de evitar fila seja começar a visita pelo jardim, sair e visitar o castelo e depois retornar. Infelizmente não posso dar certeza se isso vale a pena pois como mencionei achei a entrada muito desorganizada (tudo que contei acima descobri por conta própria) e não achei que fosse possível sair do jardim e voltar para ele depois. Ou seja, acabamos fazendo como 90% das pessoas e visitando o Château primeiro.

Eu e Be na entrada do Château

Estava super cheio, sendo até difícil de apreciar alguns cômodos - isso porque decidimos ir nas poucas datas do Eaux Musicales que não caíam em final de semana.

Foto com fundo desfocado pra disfarçar a quantidade de gente
Gente, tem o mesmo quadro no Louvre!

Última observação sobre ingressos: no caminho da estação de RER de Versalhes para o castelo fica um pessoal com camiseta tipo "Posso ajudar?" te abordando para que você compre os ingressos em lojinhas da rua. Fiquei desconfiada e não comprei. Alguém já comprou e sabe se é confiável?

Sobre a visita dos chafarizes em dia de Grandes Eaux Musicales:

Na entrada do jardim, você recebe um mapinha onde os chafarizes e bosques do jardim estão numerados para facilitar sua visita. Acho impressionante como não encontrei essa imagem em nenhum guia que consultei e nem no site, nem do lado de fora do castelo (!) pois considero bem essencial para planejar a visita.

Por isso decidi escanear esse mapa para vocês, meus amados leitores!

O mapa é todo dobradinho aí ficou esquisito mesmo
Por outro lado, atualmente é possível baixar um app gratuito dos jardins de versalhes para se achar na hora (não baixei, não sei se é bom).

Nós entramos no jardim por volta da hora do almoço, apenas para descobrir que... eles segmentaram os chafarizes em grupos, sendo alguns ligados apenas de manhã e outros apenas a tarde - e todos desligados na hora do almoço! Ou seja, basicamente não conseguimos ver metade dos chafarizes ligados, e ficamos duas horas de bobeira no jardim sem nenhum chafariz ligado.

Só conseguimos ver os chafarizes da parte da tarde
Ok, chafariz desligado também tem seu valor

Mais uma vez, acredito que a melhor maneira de visitar Versalhes nesses dias de festival seja "Jardim-Castelo-Jardim". Mesmo assim, são muitos chafarizes e nem sempre dá para ver todos, então vou listar aqui os que considerei os mais impressionantes para ajudar quem está planejando uma visita.

Bassin d'Apollon (item D do mapa)

Esse chafariz é o mais próximo do Grand Canal e fica no eixo central do jardim.
Para homenagear o Rei Sol, nada mais justo que o deus do sol da mitologia grega, retratado na sua carruagem puxada por cavalos.

Mesmo chafariz do começo do post

Bassin du Mirroir (item 7 do mapa)

O local para ver as firulas do espetáculo. Verdadeiro sincronismo das águas com a música.





La Salle de Bal (item 3 do mapa)

Cachoeiras...

Be na Salle de Bal - dá mesmo vontade de dançar


Bosquet de l'Encelade (item 13 do mapa)



Esse infelizmente pegamos desligado, mas tenho fotos de quando fui durante meu intercâmbio para dar um gostinho:

Tirando leite de pedra


Bosquet de la Colonnade (item 11 do mapa)

Esse não é tão imperdível pela água em si, mas é bem bonito e gostoso de passear.

Eu e Be na Colonnade


Bassin de Latone (item B do mapa)

Esse também é um dos chafarizes principais - no eixo central e mais próximo ao castelo. E foi a frustração da nossa ida... estava em reforma! Retiraram o chafariz de lá :(



Mas de novo, segue uma foto antiga (de quando minha priminha foi me visitar) para dar uma ideia:

Natália e o Bassin de Latone com o Canal ao fundo

Bassin de Neptune (item 28 do mapa)

Esse não é ligado nas datas excepcionais (se você faz questão de ver, tem que enfrentar a multidão do fim de semana), então novamente não tenho fotos recentes para mostrar.

Vale prestar atenção no folheto que eles entregam na entrada, pois normalmente o Bassin de Neptune só é ligado no final do dia (e com hora marcada).

Bassin de Neptune - Foto da priminha Natália Lima

Bom... acho que é isso! Espero ter animado vocês a ir no Grandes Eaux Musicales (e se forem no noturno me contem!) e ter ajudado a evitar que a ida a Versalhes se torne um perrengue pela desorganização.



Mais chafarizes, de longe

Tem chafariz mini também