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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Os cadeados polêmicos


Outro dia vi uma notícia circulando na internet falando sobre parte da Pont des Arts ter cedido e que muitos associavam isso ao peso dos já tradicionais "cadeados do amor" presos na ponte.

Antes mesmo disso já tinha ouvido falar que esses cadeados com as iniciais dos casais eram mal vistos por muitos franceses, mas meio que desconsiderei. Não estava mais lá para opinar, e além disso fiquei feliz de ver muitas amigas minhas sorridentes ao deixar um registro da sua estadia com seus respectivos. Em todo caso, melhor isso do que ferir uma árvore com um estilete, era minha filosofia.

Mas depois de cinco anos eu voltei para Paris abril passado e tive que reconhecer uma impressão negativa do fênomeno - ou ao menos da proporção que ele tomou.

Vejam como era a Pont des Arts em 2009. Na ocasião não tive a preocupação de capturar a grade em minhas fotos, pois não sabia o que estava por vir, mas ainda assim dá pra ver que não tinha NENHUM cadeado.


Priminha Natália na ponte - Foto tremida, mas ainda assim postei para enfatizar a ausência de cadeados

A Pont des Arts era um dos meus cantinhos queridos de Paris. Uma ponte de pedestres sobre o Sena em que o pessoal se reunia de noite para tocar violão, fazer picnics e jogar conversa fora. Basicamente meu programa preferido no intercâmbio.

Eu na ponte (bombando!) no entardecer - e a vista do Sena através das grades

Mais uma da visita da Nat em 2009 - nenhum cadeado nas grades

Qual não foi minha surpresa agora em 2014 de ver uma ponte no Sena que brilhava ao longe.


Não era por aqui a Pont des Arts?

Não havia mais tanta gente relaxando na ponte - nem eu senti essa vontade, pois só de parar para fotografar fui abordada por diversos camelôs que vendiam cadeados ali mesmo, além de pilot permanente para você escrever as iniciais ali na hora.

O passeio era como uma exposição de cadeados, uma instalação interativa ou algo assim.


Se joga nos cadeado tudo

Além disso, nem dava tanto ânimo de repetir o gesto, por mais romântica que estivesse minha visita à cidade luz com meu chéri, pois visivelmente o tal símbolo de eternidade não durava muito tempo até alguém (provavelmente das autoridades francesas) vir e remover os cadeados por blocos.

Antes e depois

Alguns locais eram tão lotados de cadeados que para colocar mais só na criatividade (e risco de queda! como colocaram lá no alto do poste?).

Levaram escada pra ponte?


E o que mais me assustou foi ler na notícia lá de cima que parte da tradição envolve jogar as chaves na água! Fiquei impressionada de nenhum bâteau-mouche ter encalhado na montanha de chaves... 

Enfim, não quero contrariar esse gesto que já virou tradição pelo mundo (vimos cadeados também em nossa road trip americana).

Mas sério, se quiserem colocar cadeado, por favor levem a chave pra casa e emoldurem. Vai ficar fofo, vai ser um souvenir mais duradouro que os cadeados retirados de tempos em tempos e não vai atacar o meio ambiente.

ATUALIZAÇÃO:

Parece que esse registro vai se tornar histórico! Segundo essa notícia que mamãe me passou, a prefeitura está trocando as grandes por painéis de vidro para dar adeus aos cadeados.

sábado, 17 de maio de 2014

Festival de Águas em Versalhes


Já falei um pouco aqui que sou a favor de priorizar a ida para Versalhes em uma data com o festival Grandes Eaux Musicales onde eles ligam os chafarizes do lindíssimo jardim. Foi o que eu e Be fizemos agora em Abril, porém mesmo já conhecendo o festival achei difícil de organizar e confuso na chegada.

Então resolvi listar aqui uns pontos importantes para a visita a Versalhes e, especificamente, à visita ao Grandes Eaux Musicales.


Sobre o local:

Quando pensamos em Versalhes, pensamos no suntuoso Palácio do Louis XIV (os franceses chamam de Château, mas acho estranho pensar nele como um 'castelo') e na imensidão verde que servia de quintal.

êta verdão besta

Mas como esses reis absolutistas eram um tanto megalomaníacos, o Château não foi a única construção do 'complexo'. Ao longo dos anos foram construídos também o Grand Trianon e o Petit Trianon.

Só conheço o Grand Trianon pelo Google Street View

E apenas para confundir nossas cabeças, o que google maps chama de Jardins de Versalhes é dividido em Jardin e Parc. Eu sofri lendo uma série de guias e o próprio site que explicavam que "não pode fazer piquenique no jardim, só no parque" sem colocar uma figura explicando o que é o que.

Explicação grosso modo do meu entendimento

Basicamente, o jardim é aquela parte mais 'decorada', segmentada em bosques e chafarizes e que fica fechada durante os espetáculos de águas. Já o parque é toda área verde ao redor do Grand Canal e onde há restaurantes e atividades como aluguel de bicicletas e caiaques.

Assim, se você planeja fazer um piquenique em dia de Grandes Eaux Musicales, você precisa guardar seu ingresso do evento para poder sair dos jardins para o Parque, onde é permitido piquenique, e voltar para os jardins em seguida. O mesmo vale para acesso aos restaurantes que ficam no parque (dentro dos jardins acredito que só tem uma opção tipo quiosque com fila e caro) e para a visita dos Trianons (tem que passar pelo parque pra chegar).

Trecho final dos jardins e galera andando de caiaque no Grand Canal (Parc)

Mais foto de caiaque!

Sobre os festivais:

1) Grandes Eaux Musicales: o único que conheço, no qual eles ligam os chafarizes ao som de música clássica (em caixas de som). Ocorre em todos finais de semana de Abril a Outubro e datas excepcionais (dias de semana específicos nesses meses).

2) Les Jardins Musicaux: não ligam os chafarizes, apenas colocam música clássica nos jardins (em caixas de som).
Ocorre em todas as terças de Abril a Outubro.

3) Les Grandes Eaux Nocturnes: show de luzes e música à noite, com os chafarizes ligados.

Sobre os ingressos e as filas:
Os jardins do Castelo, exceto nos dias de espetáculo das águas, são públicos e gratuitos. Ficam abertos do nascer do sol ao por do sol. Já no dia do espetáculo é necessário adquirir ingresso para os jardins. Essa visita dos jardins no dia do festival não faz parte do Paris Museum Pass.

É possível comprar ingressos combinados para Chateau de Versailles + Grand Trianon + Petit Trianon e até para isso tudo + Festivais das Águas. Quem tiver o Museum Pass pode comprar só o bilhete do Grandes Eaux. Isso tudo é vendido no site de Versalhes ou no da FNAC.

"Ah, então eu vou comprar na internet que quando eu chegar lá não vou enfrentar fila" - não é bem assim.
A maior fila é a para entrar no castelo na parte da manhã. Se você for com mais alguém, super dá tempo de um comprar os ingressos enquanto o outro mofa na fila da entrada. Ainda mais se a aquisição for feita em uma das bornes (máquinas eletrônicas) que vendem ingresso (e aceitam cartão e dinheiro - dão troco e tudo).

Raio X para acesso ao castelo é o gargalo

Já a entrada nos jardins não forma fila. Até por ser menos intuitiva, já que o acesso principal é pelos portões do castelo e quem quiser começar a visita pelos jardins vai precisar procurar placas para tal. Em dias de Eaux Musicales há postos avançados de venda dos ingressos para o jardim na entrada do mesmo, e a fila costuma ser pequena, mas lá eles não vendem ingresso para o Château. De novo: o importante é, uma vez entrando nos jardins, não jogar o bilhete fora, pois enquanto você tiver o bilhete do espetáculo você pode sair e entrar do jardim à vontade.

Acredito, inclusive, que uma forma de evitar fila seja começar a visita pelo jardim, sair e visitar o castelo e depois retornar. Infelizmente não posso dar certeza se isso vale a pena pois como mencionei achei a entrada muito desorganizada (tudo que contei acima descobri por conta própria) e não achei que fosse possível sair do jardim e voltar para ele depois. Ou seja, acabamos fazendo como 90% das pessoas e visitando o Château primeiro.

Eu e Be na entrada do Château

Estava super cheio, sendo até difícil de apreciar alguns cômodos - isso porque decidimos ir nas poucas datas do Eaux Musicales que não caíam em final de semana.

Foto com fundo desfocado pra disfarçar a quantidade de gente
Gente, tem o mesmo quadro no Louvre!

Última observação sobre ingressos: no caminho da estação de RER de Versalhes para o castelo fica um pessoal com camiseta tipo "Posso ajudar?" te abordando para que você compre os ingressos em lojinhas da rua. Fiquei desconfiada e não comprei. Alguém já comprou e sabe se é confiável?

Sobre a visita dos chafarizes em dia de Grandes Eaux Musicales:

Na entrada do jardim, você recebe um mapinha onde os chafarizes e bosques do jardim estão numerados para facilitar sua visita. Acho impressionante como não encontrei essa imagem em nenhum guia que consultei e nem no site, nem do lado de fora do castelo (!) pois considero bem essencial para planejar a visita.

Por isso decidi escanear esse mapa para vocês, meus amados leitores!

O mapa é todo dobradinho aí ficou esquisito mesmo
Por outro lado, atualmente é possível baixar um app gratuito dos jardins de versalhes para se achar na hora (não baixei, não sei se é bom).

Nós entramos no jardim por volta da hora do almoço, apenas para descobrir que... eles segmentaram os chafarizes em grupos, sendo alguns ligados apenas de manhã e outros apenas a tarde - e todos desligados na hora do almoço! Ou seja, basicamente não conseguimos ver metade dos chafarizes ligados, e ficamos duas horas de bobeira no jardim sem nenhum chafariz ligado.

Só conseguimos ver os chafarizes da parte da tarde
Ok, chafariz desligado também tem seu valor

Mais uma vez, acredito que a melhor maneira de visitar Versalhes nesses dias de festival seja "Jardim-Castelo-Jardim". Mesmo assim, são muitos chafarizes e nem sempre dá para ver todos, então vou listar aqui os que considerei os mais impressionantes para ajudar quem está planejando uma visita.

Bassin d'Apollon (item D do mapa)

Esse chafariz é o mais próximo do Grand Canal e fica no eixo central do jardim.
Para homenagear o Rei Sol, nada mais justo que o deus do sol da mitologia grega, retratado na sua carruagem puxada por cavalos.

Mesmo chafariz do começo do post

Bassin du Mirroir (item 7 do mapa)

O local para ver as firulas do espetáculo. Verdadeiro sincronismo das águas com a música.





La Salle de Bal (item 3 do mapa)

Cachoeiras...

Be na Salle de Bal - dá mesmo vontade de dançar


Bosquet de l'Encelade (item 13 do mapa)



Esse infelizmente pegamos desligado, mas tenho fotos de quando fui durante meu intercâmbio para dar um gostinho:

Tirando leite de pedra


Bosquet de la Colonnade (item 11 do mapa)

Esse não é tão imperdível pela água em si, mas é bem bonito e gostoso de passear.

Eu e Be na Colonnade


Bassin de Latone (item B do mapa)

Esse também é um dos chafarizes principais - no eixo central e mais próximo ao castelo. E foi a frustração da nossa ida... estava em reforma! Retiraram o chafariz de lá :(



Mas de novo, segue uma foto antiga (de quando minha priminha foi me visitar) para dar uma ideia:

Natália e o Bassin de Latone com o Canal ao fundo

Bassin de Neptune (item 28 do mapa)

Esse não é ligado nas datas excepcionais (se você faz questão de ver, tem que enfrentar a multidão do fim de semana), então novamente não tenho fotos recentes para mostrar.

Vale prestar atenção no folheto que eles entregam na entrada, pois normalmente o Bassin de Neptune só é ligado no final do dia (e com hora marcada).

Bassin de Neptune - Foto da priminha Natália Lima

Bom... acho que é isso! Espero ter animado vocês a ir no Grandes Eaux Musicales (e se forem no noturno me contem!) e ter ajudado a evitar que a ida a Versalhes se torne um perrengue pela desorganização.



Mais chafarizes, de longe

Tem chafariz mini também

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Top ou pas top

Que Paris é uma cidade linda, todo mundo sabe. E não são poucos os locais que oferecem vistas privilegiadas da cidade, mas nem sempre se há tempo (e dinheiro) para subir em todos os mirantes. Por isso, resolvi listar alguns dos mais populares belvederes para quem está indeciso. E já que estamos falando do topo das atrações turísticas, resolvi classificar cada vista de acordo com as expressões francesinhas "top" (para quando algo é muito bom) e "pas top" (quando não é nada demais).


Tour Eiffel

Montmartre e Musée du Quai Branly vistos da Torre

Um dos principais pontos turísticos da cidade, a torre continua hoje como um monumento controverso... mas eu acho linda! Porém como todas grandes atrações de cidades turísticas, as filas costumam ficar enormes e pode valer planejar a visita com um pouco de antecedência, comprando ingressos pela Internet (confesso que nunca o fiz). Por outro lado, a altura e localização privilegiada tornam o local mais fácil de avistar os lindos monumentos da cidade. Além disso, a torre conta com plaquinhas com fotos que ajudam a identificar os pontos turísticos, o que é muito bom para quem não conhece a cidade muito bem. De todo modo, se o tempo permitir, gosto de deixar essas subidas para o final da viagem, para a identificação ficar mais emocionante, uma vez que já passamos pelos monumentos e criamos afetos por eles.


Eu e vista para Grand Palais (il y a longtemps...)
Subida: elevador ou escada
Tarifas: 14,50 € até o topo de elevador
            8,50 € até o 2o andar de elevador ou
            5 € até o 2o andar de escada
Horários e informações: http://www.tour-eiffel.fr/
Classificação: Top


Arc de Triomphe

Av des Champs Elysées vista do Arco do Triunfo
Localizado no meio da estrela (por isso a região é chamada étoile) formada pelo cruzamento da famosa Av des Champs Élysées com mais 11 avenidas, o arco é um must see. Porém a vista do topo não é a das mais privilegiadas, já que essa região de lojas de alto luxo não possui tantos monumentos e o arco não é alto o suficiente para permitir a observação da cidade inteira. A subida conta com alguns painéis contando a história do monumento e exposição de alguns objetos, mas em minha humilde opinião, não é suficiente para ocupar o tempo de uma viagem curta.


Eu e a torre ali pertinho


A feiosa Torre de Montparnasse vista do Arco

O outro lado da cidade: La Défense
Subida: elevador apenas até a altura do museu, restante da subida de escada.
Tarifas: inteira 9,50 €, menores de 18 anos entram de graça.
Horários e informações: http://arc-de-triomphe.monuments-nationaux.fr/fr/ 
Classificação : Pas top


Montmartre

Meu primo André e Beaubourg e Notre Dame lá no fundo

Como mostrei aqui, o bairro boêmio retratado em filmes como Amélie Poulain e Moulin Rouge possui um belo mirante gratuito. Infelizmente, como o bairro não é tão central, muitos dos monumentos ficam distantes e pequenininhos. Mas até os telhados de Paris são fofos e dá pra curtir bastante a vista. Além disso, o ambiente é charmosíssimo, cheio de artistas de rua e bem badaladinho de noite.

Alberto, Eu, André e Marcela e os telhadinhos
Subida: de funiculaire (com ticket do metrô) ou escada
Tarifas: de graça
Horários e informações: 24h, é só subir
Classificação: Top


Basilique du Sacré Coeur

Eu e a vista da Sacré Coeur para a Torre
A Igreja de estilo Neo bizantino localizada em Montmartre é lindíssima no exterior e no interior, com mosaicos adoráveis. A subida no topo da igreja permite uma vista abastada da cidade, mas não é tão mais interessante que a vista da porta da igreja.

Subida: apenas escada, 300 degraus.
Tarifas: a entrada na igreja é de graça, mas para subir é 6 €.
Horários e informações: http://www.sacre-coeur-montmartre.com/ 
Classificação: Pas top
(Vão a Montmartre, vejam a vista do bairro e entrem na igreja, mas não precisa subir nas torres dela)
 

Tour Montparnasse

Admirando a Torre
Se a Torre Eiffel é controversa, Montparnasse é unânime. Unanimemente considerada horrorosa, um bloco preto que nada tem a ver com a cidade. E até por isso, é considerada a melhor vista de Paris, pois é o único lugar em que você não vê a Torre de Montparnasse ;)
Como a outra torre, ela tem uma infra boa para identificar os monumentos da cidade, mas boa parte dela é toda envidraçada (exceto o terraço visto na foto acima). Além disso a região não é das mais turísticas (embora seja um bom local pra se hospedar em termos de custo x benefício) e o détour pode ser desnecessário.

Proximidade ao Luco (Jardin de Luxembourg) é interessante

Duas torres
Subida: elevador
Tarifas: inteira 13,50 €.
Horários e informações: http://www.tourmontparnasse56.com/
Classificação: Pas top


Notre Dame

Gárgula dando beijinho na Tour Saint Jacques - Foto da priminha Natália Lima
Sou suspeita pra falar, porque pra mim a Notre Dame é a primeira atração a ver em Paris (falei um pouco dela aqui). Apesar de o estilo gótico ser quase unanimidade nas igrejas parisienses, nenhuma é como ela. E para subir, tem a excelente vantagem de estar absurdamente central - fica na Île de la Cité, ilhota no meio do Sena dentro da qual a cidade se localizava em seus primórdios e em volta da qual a cidade cresceu.
E até por não ser tão alta quanto as torres, você se sente mais próximo dos monumentos. Fora as fantásticas gárgulas que compõem a vista maravilhosamente. Recomendo em especial subir em horário que permita ver o por do sol - mas atenção, no verão isso pode significar dez horas da noite.

Eu e tia Lilian

Eu e tio Ivan
Subida: apenas escada, 422 degraus
Tarifas: a entrada na igreja é de graça, mas para subir é 8,50 €
            Menores de 18 anos entram de graça.Visita guiada: 15€
Classificação: Top!!

Obs.: As subidas no Arco do Triunfo e na Notre Dame são gratuitas no primeiro domingo de cada mês, mas ficam bem cheias.

É claro que isso vai de cada um, mas espero que tenham gostado da brincadeira e que sirva de orientação para quem está indeciso.

Uma última dica para quem vai passar pouco tempo da cidade é explorar os cantinhos com vista dentro dos museus a visitar. Destaco aqui o museu de arte moderna Centre Georges Pompidou (Beaubourg) e o relógio do Musée d'Orsay.

Galerinha curtindo a vista do Pompidou

Sacré Coeur vista do Pompidou

Torre Eiffel vista do Pompidou

Jardim das Tulherias visto do d'Orsay

Louvre visto do d'Orsay